Jogada10
·4 avril 2025
Renato Gaúcho cita identificação e estilo de jogo: ‘Fluminense vai jogar como time grande’

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Depois da demissão de Mano Menezes, o Fluminense agiu rapidamente e anunciou a contratação de um velho conhecido para a sequência da temporada. Trata-se de Renato Gaúcho, que tem forte identificação com o clube desde o eterno gol de barriga de 1995. O profissional, então, falou sobre seu retorno ao Tricolor e que estilo de jogo pretende implantar com os jogadores que terá à disposição.
“Foi rápida. estava voltando de uma consulta médica com minha filha, quando o presidente me ligou. Isso foi na quarta-feira. Cheguei em casa, liguei para ele e trocamos algumas ideias. No dia seguinte, acertamos os detalhes que faltavam. Tem situações que demoram bastante, mas eu tinha uma vontade grande de trabalhar com o presidente, com o Paulo, novamente. Tudo certo e feliz por estar aqui”, explicou a negociação”, disse.
“Gosto da posse de bola, sempre dentro do campo do adversário. Não gosto de arriscar ali atrás e converso com goleiros e zagueiros. Na dúvida, tem que quebrar, não pode arriscar. Já conversei isso com meus zagueiros. Sempre trabalho para termos a posse, mas tem horas que não pode arriscar, porque se tiver um erro, pode ser fatal. Isso vem das características dos jogadores. Procurei passar para o grupo: alegria de jogar e coragem. O torcedor pode ficar tranquilo, pois o Fluminense vai jogar como time grande, respeitando os adversários, mas sempre voltado a vencer os jogos”, completou.
Renato afirmou que conhece 80% do elenco e ressaltou que se sente em casa no clube. Afinal, ele está no Top 5 de treinadores que mais comandaram o clube carioca. Ao todo, ele esteve à beira do campo em 202 partidas, atrás de Ondino Vieira (302), Abel Braga (352) e Zezé Moreira (482).
“Tive o prazer de ajudar em 1995. Como treinador, conquistei a Copa do Brasil de 2007 e infelizmente escapou a Libertadores de 2008. Sempre me senti em casa no clube. Tive convites de outros clubes, inclusive tive uma conversa durante a semana que outro clube poderia me contactar na segunda-feira. Aceitei o Fluminense porque aqui eu me sinto em casa. tinha o desejo de voltar, trabalhar com o Mário e o Paulo, que já tive contato na seleção. Conheço 80% desse grupo”, frisou.
“Muito feliz por estar aqui. todas as competições a gente entra para ganhar. Nem sempre é possível, mas trabalhamos para conquistar títulos. Disso, não irei abrir mão. É um pouco de tudo, o treinador tem que ser assim. Escutar os jogadores, trabalhar a parte tática, técnica, apagar incêndio. Mas, acima de tudo, dar liberdade para o jogador se expressar. Não sou aquele que fala e não dá oportunidade Esses títulos que ganhei como treinador foram dessa maneira. Não irei mudar. Na hora de fazer um carinho, irei fazer, mas na hora de chamar atenção, também farei”, acrescentou
“O grupo é qualificado. Se pode chegar alguém, veremos no dia a dia e se o clube tem condição de contratar. Hoje em dia não é fácil encontrar jogadores e são caríssimos. Sempre que o presidente puder me dar um reforço, será bem-vindo. Nunca o elenco está fechado, se tiver algum jogador para chegar e ajudar, a gente vai trazer”, concluiu.
Renato terá mais um treino antes da partida de domingo (6), contra o Bragantino, às 16h, no Maracanã, pelo Brasileirão. Vale destacar que esta será sua sétima passagem pelo comando do Tricolor. As anteriores ocorreram em 1996, 2002-03, 2003, 2007-08, 2009 e 2014, com o título da Copa do Brasil e o vice da Libertadores.