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·05 de abril de 2025
Vitória pressiona, mas perde: analista aponta caminhos para o Flamengo

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·05 de abril de 2025
Pela segunda rodada do Brasileirão, o Flamengo visita o Vitória no domingo (6), às 18h30 (horário de Brasília). Para a partida, o time adversário é quase uma incógnita. Mas não de uma forma positiva, e sim pela dificuldade de Thiago Carpini encontrar um bom estilo de jogo.
Essa é a análise de Victor Nicolau, do canal Falso 9. O analista tático diz que as frequentes alterações de Carpini na sua equipe, jogo após jogo, estão dificultando o sucesso da equipe na temporada.
"A ideia desse Vitória passa por algumas formações. É uma mudança constante e ainda não formou um padrão confiável. O Carpini não está ajudando nisso, ao mexer muito na equipe. A diretoria também não ajuda, ainda formando o elenco", explica.
Já foram inúmeras as formações utilizadas em 2025, e por isso, o Vitória pode chegar para enfrentar o Flamengo de diversas formas.
"Tem jogado em um 4-3-3, mas a principal formação, inicialmente, era um 4-4-2, alternando bastante peças. Até linha de cinco já vimos esse time formar", comenta.
A principal característica do Vitória, no entanto, é pressionar o adversário com a bola, independentemente da formação utilizada.
"Principal conceito tático é pressão no homem da bola. O Vitória tem um dos melhores números de permitir passes dos adversários, até próximos do Flamengo. É uma mudança de postura de um time que gosta de pressionar o homem da bola adversário. Gera dificuldades de construção", explica.
O analista explica que, inclusive, a pouca utilização de Carlinhos no ataque se dá por essa característica do time, já que o atacante não costuma pressionar como os demais.
"É um time que usa jogadores muito físicos na frente, e por isso, o Carlinhos talvez não tenha tanta sequência. Sem a bola, tem muita inércia e deixa a pressão um pouco mais lenta", avalia.
Ele detalha ainda o estilo de marcação da equipe.
"Os volantes fazem encaixes por setor, especialmente o jogador do lado oposto fica muito preocupado em fechar a própria zona. Quando essa bola entra pelo lado, o lateral é obrigado a saltar para fazer parte dessa marcação mais alta", continua.
Os torcedores podem esperar a pressão mesmo contra o Flamengo. Mas para Filipe Luís, isso pode ser uma excelente armadilha, já que o intuito do técnico do Mengão é atrair para gerar espaço nas costas das linhas e jogar a bola por cima.
"É um time sempre preparado para pressionar alto. Mesmo contra adversários mais fortes. Mas vai costumar cair nesses passes para trás e para os lados, o que é uma ótima notícia para o Flamengo. Para as bolas longas, tem ficado sempre preparando uma sobra. Não é uma pressão individual alta como a do Flamengo, porque eles preparam uma sobra para a última linha. Tentam pressionar na zona da bola, sempre em uma mentalidade zonal, mas deixando uma sobra para a última linha", detalha.
Outro caminho excelente para o Flamengo é fazer a pressão na saída de bola adversária. Isso porque o Vitória tenta reproduzir essa saída de bola com calma, mas sem a qualidade do Mengão.
Por isso, o time costuma perder a bola, cedendo às pressões altas.
"Na própria construção, tenta sair curto e falta coordenação. O Carpini mexeu muito no time. O time ainda está numa fase de trabalho bastante ruim. Acaba concedendo chances perdendo a bola na saída de bola, ou iniciando a construção de forma inadequada", relata.
Por fim, Victor diz que o Vitória não deve voltar a fazer uma linha de cinco. Não deu certo contra o Bahia, e o Táchira, que tentou formar essa retranca contra o Flamengo, também acabou derrotado.
"Não acredito em linha de cinco. Quando o Carpini tentou, não deu nada certo, e o Filipe está entendendo como enfrentar isso. O Gerson deve jogar, o que gera uma forma de contornar isso logo de início. Também não acredito em uma marcação tão pressionante. Mas esse Vitória não assusta", finaliza. Confira a análise completa abaixo.
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